
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Relevo brasileiro

domingo, 4 de fevereiro de 2018
Escolas Geográficas
Representou a reafirmação de que os aspectos próprios da Geografia eram o espaço e os lugares.
O método era comparar regiões, segundo critérios de similaridade e diferenciação.
Os geógrafos regionais dedicaram-se à coleta de informações descritivas sobre lugares, dividir a Terra em regiões.
As bases filosóficas foram desenvolvidas por Vidal de La Blache e Richard Hartshorne. Hartshorne não utilizava o termo região: para ele os espaços eram divididos em classes de área, nas quais os elementos mais homogêneos determinariam cada classe, e assim as descontinuidades destes trariam as divisões das áreas. Este pensamento geográfico ficou conhecido como método regional.
• Geografia Pragmática (Nova Geografia, Geografia Teorética ou Quantitativa)
Corrente de pensamento da década de 1950 que surgiu da necessidade de exatidão, através de conceitos mais teóricos e apoiados em uma explicação matemático-estatística.
As principais características dessa corrente geográfica são:
-Todo o conhecimento apoia-se na experiência (empirismo);
-Deve existir uma linguagem comum entre todas as ciências;
-Recusa de um dualismo científico entre as ciências naturais e as ciências sociais;
-Maior rigor na aplicação da metodologia científica;
-O uso de técnicas estatísticas e matemáticas;
-A investigação científica e os seus resultados devem ser expressos de uma forma clara, o que exige o uso da linguagem matemática e da lógica.
Foi usada como um forte instrumento de poder estatal, pois manipulava dados através de resultados estatísticos.
Predominou na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, principalmente na década de 1960 a meados de 1970. A partir da década de 1960, a Geografia Pragmática começou a sofrer duras críticas. Uma das principais críticas é o fato de não considerar as peculiaridades dos fenômenos, pois o método matemático explica o que acontece em determinados momentos, mas não explica os intervalos entre eles, além de apresentar dados considerando o “todo” de forma homogênea, desconsiderando, portanto, as particularidades. • Geografia Crítica ou Geografia Marxista
A expressão Geografia Crítica foi criada na obra "A Geografia - isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra", de Yves Lacoste.
Essa corrente de pensamento geográfico surgiu na França, em 1970, e depois na Alemanha, Brasil, Itália, Espanha, Suíça, México e outros países.
Ganhou mais força na Alemanha, Espanha, França e Brasil, com um grande movimento de renovação da geografia na década de 80.
No Brasil, o grande nome da Geografia Crítica foi Milton Santos, que publicou os primeiros trabalhos da nova escola nesse país.
A Geografia crítica estabelece o rompimento da neutralidade no estudo da geografia e propõe engajamento e criticidade junto a toda a conjuntura social, econômica e política do mundo. Estabelece também uma leitura crítica frente aos problemas e interesses que envolvem as relações de poder e pró-atividade frente as causas sociais, defendendo a diminuição das disparidades sócio-econômicas e diferenças regionais. Defendia ainda a mudança do ensino da geografia nas escolas, ao estabelecer uma educação que estimulasse a inteligência e o espírito crítico.
O pensamento crítico na geografia significou, principalmente, uma aproximação com os movimentos sociais, principalmente na busca da ampliação dos direitos civis e sociais, como o acesso a educação de boa qualidade, a moradia, pelo acesso à terra, o combate à pobreza, entre outras temáticas.
• Geografia Humanística ou Cultural
Tem como base os trabalhos realizados por Yi-Fu Tuan, Anne Buttimer, Edward Relph e Mercer e Powell.
A Geografia Humanística ou Cultural os termos se equivalem, procura valorizar a experiência do indivíduo ou grupo, visando um meio para compreender o comportamento e as maneiras de sentir das pessoas em relação aos seus lugares, ou seja, a cultura dos grupos sociais.
Para cada indivíduo, para cada grupo humano, existe uma visão diferente do mundo, ou seja, cada grupo tem seu ponto de vista, criticando ou elogiando as condições ambientais que por sua vez se expressa através das suas atitudes e valores para com o ambiente. É o contexto pelo qual a pessoa valoriza e organiza o seu espaço e o seu mundo, e nele se relaciona.
Os geógrafos culturais argumentam que sua abordagem merece o rótulo de "humanística", pois estudam os aspectos do homem que são mais distintamente humanos: significações, valores, metas e propósitos (Entrikin, 1976).
O lugar é aquele em que o indivíduo se encontra ambientado no qual está integrado, tem significância afetiva para uma pessoa ou grupo de pessoas. O espaço envolve um complexo de ideias. A percepção visual, o tato, o movimento e o pensamento se combinam para dar o sentido característico de espaço, possibilitando a capacidade para reconhecer e estruturar a disposição dos objetos.
A integração espacial faz-se mais pela dimensão afetiva que pela métrica. Estar junto, estar próximo, significa o relacionamento afetivo com outra pessoa ou com outro lugar. Lugares e pessoas fisicamente distantes podem estar afetivamente muito próximos.
O estudo do espaço é a análise dos sentimentos e ideias espaciais das pessoas e grupos de pessoas. Valoriza-se o contexto ambiental e os aspectos que redundam no encanto e na magia dos lugares, na sua personalidade e distinção.
• Geografia Ambiental
Ramo da geografia que descreve os aspectos espaciais da interação entre humanos e o mundo natural. Requer o entendimento dos aspectos tradicionais da geografia física e humana, assim como os modos que as sociedades conceitualizam o ambiente.
Emergiu como um ponto de ligação entre a geografia física e humana como resultado do aumento da especialização destes dois campos de estudo.
Como a relação do homem com o ambiente tem mudado em consequência da globalização e mudança tecnológica, uma nova aproximação é necessária para entender esta relação dinâmica e mutável.
Exemplos de áreas de pesquisa em geografia ambiental incluem administração de emergência, gestão ambiental, sustentabilidade e ecologia política.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Determinismo e Possibilismo Geográfico
O determinismo geográfico ou ambiental colocava o homem numa condição de submissão aos aspectos naturais (a natureza é que determina a ação humana), ou seja, sugeria que é o meio ambiente em que uma pessoa vive que define suas características físicas e psicológicas.
A primeira escola geográfica foi criada a partir das ideias de Friedrich Ratzel, considerado o pai do determinismo geográfico, que defendia a importância do território como fator determinante do poder entre as nações. Ratzel influenciou muito o expansionismo imperialista da Alemanha na segunda metade do século XIX.
O determinismo geográfico surgiu como consequência de uma época em que as interferências do homem nos aspectos naturais eram muito mais reduzidas do que hoje em dia e serviu, também, como uma justificativa científica para a relação de domínio entre os países temperados e os países tropicais.
Através dessa teoria, seria possível determinar, analisar e explicar a história de todos os povosem função das suas relações e interações com a natureza e o meio ambiente ao seu redor.
Exemplos de Determinismo Geográfico
São exemplos de determinismo geográfico os seguintes casos:
- Os brasileiros são calorosos e comunicativos porque vivem em um país de clima tropical;
- Todos que moram em favelas tornam-se criminosos;
- Pessoas que moram na Bahia, onde o clima é quente, são lentas e preguiçosas devido aos fatores geográficos do local.
O determinismo geográfico explica a diversidade observada entre os povos?
A diversidade entre os povos não pode ser explicada pelo determinismo geográficoem termos de limitações, seja pelo espaço físico ou fatores biológicos. Isso porque os seres humanos são dotados da capacidade de adaptação e modificação do meio em que vivem para que ele atenda às suas necessidades.
Outra qualidade da espécie humana é a de romper com suas próprias limitações. Além do mais, é comprovado pela simples observação a existência de grandes diversidades culturais localizadas em um mesmo tipo de ambiente físico, com as mesmas características geográficas.
A cultura da humanidade vai muito mais além do que a natureza a pode influenciar, pois é formada por crenças, moral, leis, costumes e capacidades ou hábitos adquiridos pelo homem dentro de uma sociedade que está sempre em evolução, independentemente de fatores geográficos. A genética hereditária de um ser humano não é um fator de importância na determinação da cultura do mesmo.
Possibilismo e Determinismo Geográfico
O determinismo geográfico surgiu na Alemanha, idealizado por Friedrich Ratzel, que estudava a influência da natureza sobre o homem. O possibilismo surgiu na França, idealizado por Paul Vidal de La Blache, que afirmava que a relação homem-natureza é percebida a partir da interpretação da paisagem.
No determinismo geográfico, a natureza é quem determina o o sucesso ou fracasso de um povo, mas no possibilismo, o homem é considerado um ser ativo, com um leque de possibilidades a serem percebidas e desenvolvidas a partir da observação da natureza ao seu redor.
Dois conceitos principais eram defendidos, um em cada teria: o Espaço Vital, no determinismo geográfico; e o gênero de vida, no possibilismo.
Espaço Vital – Determinismo Geográfico
O Espaço Vital poderia ser estabelecido através da conquista do equilíbrio entre a população e os recursos disponíveis que estão ao seu alcance, em um certo espaço, permitindo, assim, a sua sobrevivência. Foi esse conceito que forneceu as bases para o desenvolvimento da Geopolítica.
Gênero de Vida – Possibilismo
Aqui, a sobrevivência e o desenvolvimento de uma população deve-se às técnicas e aos costumes repassados no decorrer da história, de povo em povo, em seus processos de transformação do meio natural, onde o ser humano faz adaptações do mesmo para atender às suas necessidades.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Novo Aplicativo
terça-feira, 13 de junho de 2017
Neomalthusianismo
A Teoria Neomalthusiana ou Neomalthusianismo é uma teoria demográfica desenvolvida a partir da reelaboração das ideias do pensador inglês Thomas Malthus (1736-1834). Essa perspectiva, em linhas gerais, preconiza a difusão de medidas governamentais para intensificar o controle do crescimento da população, principalmente em países considerados subdesenvolvidos ou periféricos.
Thomas Malthus, em sua obra Ensaio Geral sobre a População, argumentava que a relação entre a quantidade de habitantes no mundo era desproporcional à quantidade de alimentos e recursos naturais disponíveis, de modo que o crescimento populacional seria muito mais intenso que o crescimento produtivo. No entanto, Malthus não defendia o controle populacional comandado pelo Estado e, muito menos, por meio da adoção de métodos contraceptivos, em uma perspectiva conhecida como malthusianismo.
Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo passou por aquilo que se concebeu por explosão demográfica, quando a população mundial começou a aumentar de maneira vertiginosa. Essa taxa de crescimento manteve-se ativa principalmente nos países subdesenvolvidos, em que a população passou a contar, gradativamente, com melhorias sanitárias que possibilitaram a elevação da expectativa de vida.
Por esse motivo, muitos passaram a temer que as previsões de Malthus pudessem, de certo modo, concretizar-se com um eventual caos proporcionado pelo crescimento vertiginoso da população mundial. Em razão disso, muitos passaram a defender a utilização de métodos contraceptivos, afirmando que o nível de desenvolvimento das nações estaria relacionado com o crescimento das taxas de fecundidade.
Portanto, a teoria Neomalthusiana propunha o resgate dos ideais de Malthus com o diferencial de que o Estado deveria estabelecer medidas de controle do crescimento da população, principalmente pela disseminação de métodos anticoncepcionais. Para os neomalthusianos, o desenvolvimento da qualidade de vida e da economia de um país ou região perpassa necessariamente pelo controle da população. Eles apontam que as causas da miséria da população mais pobre são, entre outros fatores, associadas com o elevado número de filhos por família.
Apesar dessa perspectiva ser atualmente muito contestada na Geografia, na Sociologia e nos estudos demográficos, ela foi (e ainda é) muito presente em políticas públicas de inúmeros países, a exemplo do Brasil. Em muitos casos, pílulas anticoncepcionais ou camisinhas são distribuídas gratuitamente ou a preços muito baixos. Na Índia, por exemplo, adotou-se, até mesmo, medidas de esterilização da população em algumas regiões. Soma-se a isso a divulgação na mídia do planejamento familiar com a ideia de que a família ideal é composta basicamente por, no máximo, dois filhos por casal.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Olá pessoas
domingo, 29 de janeiro de 2017
Fordismo
O que é
Fordismo é um sistema de produção, criado pelo empresário norte-americano Henry Ford, cuja principal característica é a fabricação em massa. Henry Ford criou este sistema em 1914 para sua indústria de automóveis, projetando um sistema baseado numa linha de montagem.
Objetivo do sistema
O objetivo principal deste sistema era reduzir ao máximo os custos de produção e assim baratear o produto, podendo vender para o maior número possível de consumidores. Desta forma, dentro deste sistema de produção, uma esteira rolante conduzia a produto, no caso da Ford os automóveis, e cada funcionário executava uma pequena etapa. Logo, os funcionários não precisavam sair do seu local de trabalho, resultando numa maior velocidade de produção. Também não era necessária utilização de mão-de-obra muito capacitada, pois cada trabalhador executava apenas uma pequena tarefa dentro de sua etapa de produção.
O fordismo foi o sistema de produção que mais se desenvolveu no século XX, sendo responsável pela produção em massa de mercadorias das mais diversas espécies.
Declínio do fordismo
Na década de 1980, o fordismo entrou em declínio com o surgimento de um novo sistema de produção mais eficiente. O Toyotismo, surgido no Japão, seguia um sistema enxuto de produção, aumentando a produção, reduzindo custos e garantindo melhor qualidade e eficiência no sistema produtivo.
Fordismo para os trabalhadores
Enquanto para os empresários o fordismo foi muito positivo, para os trabalhadores ele gerou alguns problemas como, por exemplo, trabalho repetitivo e desgastante, além da falta de visão geral sobre todas as etapas de produção e baixa qualificação profissional. O sistema também se baseava no pagamento de baixos salários como forma de reduzir custos de produção.
Dica de filme:
- Um filme interessante que aborda o fordismo é “Tempos Modernos”, produzido e estrelado por Charles Chaplin. O filme faz uma crítica ao sistema de produção em série, além de mostrar a combalida economia norte-americana após a crise econômica de 1929.
Texto retirado da internet