segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Vacina contra da dengue


Matéria veiculada na Folha de São Paulo de 28/12/2015



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou nesta segunda-feira (28/12/2015) a comercialização da primeira vacina contra a dengue registrada no Brasil: a Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi Pasteur. A vacina, no entanto, promete eficácia global de apenas 60% e são necessárias três doses, aplicadas com intervalos de seis meses, para que o efeito seja atingido completamente -- o que dificulta a adesão.

A taxa de 60% de imunização - média para os quatro tipos de dengue - também é considerada baixa pelos especialistas, já que outras vacinas, como para a febre amarela, por exemplo, têm eficácia de mais de 90%. A vacina também tem mais efeito em quem já teve o contato com um dos sorotipos do vírus da dengue. Vale lembrar que a vacina não protege contra os vírus chikungunya e zika.

O medicamente é indicado para pessoas entre nove e 45 anos e que moram em áreas endêmicas. A promessa do fabricante é de proteção de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de 66% contra todos os tipos do vírus.

Embora liberada para comercialização, falta a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos definir o valor de cada dose, processo que dura em média três meses. Inicialmente, o medicamento será disponibilizado para a rede particular de laboratórios e depois o SUS (Sistema Único de Saúde) irá avaliar se incorpora ou não o medicamento ao sistema público.

Alto custo

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Castro, o principal impasse à vacina está nos custos. "Qual o problema? O custo é bastante elevado. Uma dose custa em torno de 20 euros (R$ 84). Com uma população de 200 milhões de habitantes, isso fica inviável",afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

O governo avalia que uma opção seria oferecer a vacina, inicialmente, a adolescentes de 10 e 14 anos. Outra possibilidade é oferecer o medicamento até que sejam finalizados os testes da vacina em desenvolvimento pelo Instituto Butantan, que conta com apenas uma dose.

A própria diretora médica da empresa na América Latina, Lucia Bricks, disse à Folha de S, Paulo que a vacina vai ajudar a controlar a dengue, mas não é solução mágica nem erradicará a doença. "Ela vai ser útil ao lado de outras estratégias", afirmou.

A vacina já foi liberada no México e nas Filipinas. Segundo o Ministério da Saúde, até a primeira semana de dezembro, 839 pessoas morreram em decorrência da dengue, um aumento de 80% em relação a 2014.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Bandidos profissionais

Qual será o maior bandido do Brasil? 
A eleição seria apertada. 

Lula molusco
Dilma 
Renan Calheiros 
Eduardo Cunha 
Michel temer 
Olha na mão de quem o Brasil está. 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Tudo para UFSC

SANTA CATARINA/ VEGETAÇÃO 

VEGETAÇÃO
O estado apresenta ampla variedade ambiental, traduzida na multiplicidade das paisagens e das formações vegetais, distribuídas pelas suas várias regiões fitogeográficas. Estão distribuídas em cinco grandes variedades de formações.

I- Região da Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica)
Nas planícies e serras da costa do estado, com ambientes marcados intensamente pela influência oceânica, com elevado índice de umidade e baixa amplitude térmica. Essas condições ambientais permitiram o desenvolvimento de uma floresta peculiar, grande variedade de espécies e vida. São espécies dessa formação: Canela, Guamirins, BicuíbaPeróba vermelha, Cedro, Pau d'óleo, palmiteiro Figueira e tantos outros tipos de vegetais.
Palmiteiro
II- Região da Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária)
Vegetação de planalto, de clima mais ameno, com misto de flora tropical e temperada. Sua demarcação e domínio estão entre 500 e 600 metros de altitude, com grande valor paisagístico, mas que hoje praticamente está extinto devido seu valor econômico e a expansão da fronteira agrícola e pecuária. São espécies mais marcantes desse domínio: Canela, Sapopemba, Erva-mate, Bracatinga e as imponentes Araucárias, além de outras espécies menos importantes.
Araucária
Curiosidade: 
A araucária, apesar de popular, não é conhecida completamente pela ciência. Diversos estudos vêm sendo feitos recentemente para entendermos melhor a ecologia e biologia desta árvore; também são necessários para orientar as urgentes medidas de proteção que ainda precisam ser tomadas para assegurar a sobrevivência desta espécie sensível e altamente especializada em um ambiente que rapidamente vai sendo invadido e destruído pelo homem, mas ainda persistem muitas incertezas e contradições em vários aspectos. Esse conhecimento imperfeito da matéria, que confunde até a conceituação e aplicação das leis ambientais que deviam protegê-la e ainda não conseguem fazê-lo. As variadas exigências que a planta impõe no cultivo planejado para que possa render bem, desanimam muitos reflorestadores, que preferem espécies mais bem conhecidas, de crescimento mais rápido e que não demandem tantos cuidados. Entretanto, os estudiosos são unânimes em declarar a necessidade de sua salvação, tanto por sua importância econômica e ecológica como paisagística e cultural. Tornou-se, não por acaso, símbolo do estado do Paraná, deu o nome a Curitiba, e aparece nos brasões das cidades de Araucária, Ponta Grossa,Caçador, Campos do Jordão, São Carlos, Apiaí, Taboão da Serra e Itapecerica da Serra.

III- Região da Floresta Estacional (Mata Caducifólia)
É um ambiente quase que peculiar onde essa vegetação tem destaque, composta principalmente por: Grápia, Angico vermelho, Louro-pardo, Cana Fístula e a Guajuvira. Apresenta ainda grande número de espécies perenefoliadas, porém, de baixa representatividade fisionômica; como o Pau-marfim, Canelas, Camboatás, Tanheiros, etc.
Canela
IV- Região da Savana (Campos do Planalto)
São formações diversificadas, campestres, principalmente as florestas de galerias e os capões de mata, intercalando arbóreas e savanas, origem da dinâmica de expansão natural das florestas, adicionadas pela evolução climática.
Como o clima vem a milhares de anos adaptando-se de temperado para tropical, vê-se a predominância da floresta sobre a savana. As maiores quantidades de espécies são gramíneas (capim colchão, capim caninha, grama forquilhinha, grama sempre verde e grama missioneira) como também espécies da família das ciperáceas, leguminosas, verbenáceas e compostas.
Gramíneas
V- Área de formação pioneira:
Vegetação de espécies colonizadoras de ambientes instáveis mudadas pelos agentes morfodinâmicos e pedogenéticos. Essas formações podem ser de influências marinhas, fluviomarinhas e fluviais. 
A  formação de influência marinha denomina-se restinga. Cobre dunas e outros ambientes sob a influência do mar e, em geral, tem porte arbustivo e herbáceo.


A formação fluviomarinha compreende a formação de mangue, que surge em contato com ambientes salinos e lodosos.



A de influência fluvial, arbustiva e herbácea com ou sem agrupamentos significativos de palmeiras, desenvolvem-se sobre planícies aluviais e fluvilacustres.

 

 

 

Informações sobre a Geografia de Santa Catarina

 

Localização Geográfica: região sul do Brasil

 

Coordenadas Geográficas: entre os paralelos 25º57'41" e 29º23'55" de latitude Sul e entre os meridianos 48º19'37" e 53º50'00" de longitude Oeste

 

Limites geográficos: Paraná (norte), Rio Grande do Sul (sul), Oceano Atlântico (leste); Argentina (oeste)

 

Área: 95.346,181 km²

 

Fronteiras com os seguintes estados: Paraná e Rio Grande do Sul.

 

Clima: subtropical

 

Relevo: presença de ilhas, terrenos baixos e enseadas na região litorânea; planalto nas regiões leste e oeste; depressão na região central.

 

Vegetação: mangues na região litorânea; Mata dos Pinhais (mata de araucárias) na região central; faixas de florestas nas regiões oeste e leste; campos na região sudeste.

 

Ponto mais alto: Morro da Boa Vista com 1.827 metros de altura (localizado na Serra da Anta Gorda)

 

Cidades mais populosas: Joinville, Florianópolis, Blumenau e São José.

 

Principais recursos naturais: carvão mineral, fluorita, bauxita e sílex.

 

Principais rios: rio Canoas, rio do Peixe e rio Itajaí-Açu

 

Principais problemas ambientais:  desmatamento e poluição atmosférica nas grandes cidades.

 

 

Santa Catarina é o menor estado da região sul do Brasil, com apenas 95,4 mil km². A capital do estado é Florianópolis, cidade que está localizada na Ilha de Santa Catarina, que tem aproximadamente 523 km². O ponto de menor distancia entre a Ilha e o continente tem a largura de 500 metros. Ligando a Ilha ao continente existem três pontes: a Ponte Hercílio Luz (a mais conhecida), a Pedro Ivo Campos e a Colombo Sales.

Mapa de Santa Catarina

No continente, os limites do estado são os seguintes: Paraná (ao norte), Rio Grande do Sul (ao sul), Oceano Atlântico (leste) e Argentina (oeste).

O relevo de Santa Catarina é muito acidentado, é dos mais acidentados do Brasil, inclusive. Os tipos de relevo são:

- Planície Costeira – a faixa próxima ao litoral. A vegetação é variada, sendo encontrados mangues, restingas, praias, dunas e Mata Atlântica.
- Serras Litorâneas – as Serras do Mar e a Serra Geralformam, juntas, uma barreira que divide o estado entre a planície costeira e a região do Planalto Central. A vegetação predominante é a Mata Atlântica.
- Planalto Ocidental – ocupa a maior parte das terras catarinenses. É no Planalto Ocidental que se localiza o ponto mais alto do estado, o Morro da Igreja, com 1822 metros de altitude. Nessa área são encontradas as Florestas das Araucárias e os Campos.

O clima catarinense é subtropical úmido, ou seja, não há estação de seca do estado, e as chuvas são bem distribuídas. As quatro estações são bem definidas no estado. As temperaturas variam entre 13° e 25° na maior parte do ano. No inverno, as temperaturas variam de acordo com a localização. Em Florianópolis, o inverno costuma ser úmido, devido a um vento sul. Nas cidades localizadas no Planalto Ocidental, sobretudo as cidades mais ao sul, o inverno é mais rigoroso, devido à altitude (maior de 800 m). Em algumas cidades, como São Joaquim, as temperaturas ficam abaixo de zero, sendo freqüentes as geadas, e não rara a neve.

Os Rios mais importantes do estado são o Rio Iguaçu, Itajai, Pelotas, Chapecó, Canoas, sendo os últimos três, afluentes do Rio Uruguai.

As principais cidades do estado, além da capital, Florianópolis, são: Joinvile, Blumenau, Laguna, Itajaí, Chapecó, Criciúma, Lages e Balneário Camboriú, entre outras.

 

 

As florestas que abrigam a Araucaria angustifolia, que ocupavam uma área de 200 mil quilômetros no Brasil, estão hoje reduzidas a 3% desse total. E, apesar de ser uma espécie ameaçada de extinção, ainda é explorada ilegalmente. Por isso, a APREMAVI vem propondo e defendendo medidas urgentes para retirar a araucária da rota da extinção


Ainda há muito a ser feito para salvar a Floresta com Araucárias da extinção 

A floresta com araucárias, chamada cientificamente de Floresta Ombrófila Mista, é um ecossistema do Bioma da Mata Atlântica, característico da região sul do Brasil e de algumas áreas da região Sudeste, que abriga uma grande variedade de espécies, algumas das quais só são encontradas nesse ecossistema. Sua fisionomia natural é caracterizada pelo predomínio da Araucaria angustifolia, uma árvore de grande porte popularmente conhecida como pinheiro-brasileiro. 

Originalmente ocupava 200.000 Km2, estando presente em 40% do território do Paraná, 30% de Santa Catarina e 25% do Rio Grande do Sul. Também ocorria em maciços descontínuos nas partes mais elavadas das Serras do Mar, Paranapiacaba, Bocaina e Mantiqueira, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e também na Argentina. 

A Floresta com Araucárias é caracterizada pela presença dominante do Pinheiro Brasileiro, a araucária, árvore de tronco cilíndrico e reto, cujas copas dão um destaque especial à paisagem. A araucária chega a viver até 700 anos, alcançando diâmetros de dois metros e altura de 50 metros. No sub-bosque da floresta ocorre uma complexa e grande variedade de espécies como a canela sassafrás, a imbuia, a erva-mate e o xaxim, algumas delas endêmicas. 

A qualidade da madeira, leve e sem falhas, fez com que a araucária fosse intensamente explorada, principalmente a partir do século XX. Calcula-se que entre 1930 e 1990, cerca de 100 milhões de pinheiros tenham sido derrubados. Nas décadas de 1950 a 1960, a madeira de araucária figurou no topo da lista das exportações brasileiras. 

Nos últimos dois séculos, a expansão de atividades econômicas e das cidades reduziu a floresta com araucária a aproximadamente 3% de sua área original, sendo que menos de 1% dessas florestas podem ser consideradas primárias. Levantamentos feitos, em 2004, pelo PROBIO, no Paraná, registram que nesse estado existem apenas 0,8% de remanescentes em estágio avançado de regeneração, ou seja, que guardam as condições e características originais. 

De forma geral, quase todos os remanescentes de araucária encontram-se hoje muito fragmentados e dispersos, o que contribui para diminuir ainda mais a variabilidade genética de suas espécies, colocando-as sob efetivo risco de extinção. E, apesar dessa situação, as ameaças continuam. A situação é agravada pela exploração ilegal de madeira e pela conversão da floresta em áreas agrícolas e reflorestamento de espécies exóticas, aumentando ainda mais o isolamento e insularização dos remanescentes. 

Na Floresta com Araucárias ocorre também uma série de espécies da fauna, que hoje se encontram igualmente ameaçadas de extinção, sendo que algumas delas são endêmicas, podemos listar aqui a famosa gralha azul, o papagaio charão. 

A gravidade da situação da Floresta com Araucárias, que em 2003 tinha apenas 0,2% de seu território protegido em Unidades de Conservação, fez com que uma série de instituições iniciasse um trabalho coletivo com o objetivo de reverter esse quadro. 

Atendendo aos apelos da sociedade pela proteção dos remanescentes da floresta com araucária, em fevereiro de 2002, o Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, através de portaria, criou um Grupo de Trabalho que tinha como objetivo elaborar estudos e apresentar propostas de preservação dos remanescentes da floresta com araucárias no estado de Santa Catarina, inclusive indicando áreas para a criação de Unidades de Conservação. 

Em junho de 2002, o GT entregou seu relatório ao MMA, recomendando uma série de medidas e indicando algumas regiões como prioritárias para a criação de Unidades de Conservação. O trabalho do GT acabou orientando e edição de novas portarias por parte do Ministério do Meio Ambiente e assumindo três grandes áreas para que fossem feitos estudos mais detalhados objtivando a criação de UCs. Em março de 2003, já na outra gestão do governo federal, a Ministra Marina Silva reeditou as portarias e criou o GT Araucárias Sul, ampliando assim o GT para a região Sul. 

O GT Araucárias Sul, num amplo processo de debates e consultas, apontou as prioridades imediatas para a conservação e recuperação da Floresta com Araucárias e dos Campos Naturais associados. Entre as prioridades, o GT destacou a necessidade imediata de criação de novas Unidades de Conservação Federais, Estaduais, Municipais e Particulares e a criação de corredores ecológicos, com o objetivo de garantir a interligação e a manutenção do fluxo gênico entre os principais fragmentos. 

A partir dessas prioridades, o Ministério do Meio Ambiente, criou uma Força Tarefa, que percorreu mais de 41.000 km nos estados do Paraná e Santa Catarina e envolveu mais de 40 técnicos de 16 instituições de órgãos públicos, universidades e representantes da sociedade civil organizada. Os estudos apontaram para a criação de 08 Unidades de Conservação nos dois estados estudados. 

Em outubro de 2005 foram criadas em SC, a Estação Ecológica da Mata Preta e o Parque Nacional das Araucárias e em março de 2006 foram criadas no PR, a Reserva Biológica das Araucárias, a Reserva Biológica das Perobas, o Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas e o Parque Nacional dos Campos Gerais. 

Todo esse processo buscando salvar da extinção a Floresta com Araucárias provocou forte reação de interesses locais, comprometidos com a degradação, que mobilizaram políticos e autoridades dos dois estados visando impedir que as medidas de proteção à floresta com araucária fossem implementadas pelo Governo Federal. Alguns representantes desses setores ainda continuam sua batalha para conseguir derrubar as últimas araucárias que restam. 

É importante ressaltar que ainda há muito trabalho a ser feito. As Unidades de Conservação criadas precisam ser implantadas, áreas que ainda não foram estudas precisam de estudos para que outra UCs possam ser criadas. O importante trabalho das ONGs precisa ser fortemente apoiado. As ONGs ambientalistas têm desenvolvido um trabalho fundamental na luta pela Floresta com Araucárias, seja apoiando a realização de estudos nesse ecossistema, seja auxiliando na implantação das Unidades de Conservação e em especial trabalhando com a comunidade com ações de educação ambiental e desenvolvimento sustentável. 

 

 

SANTA CATARINA – SOLOS
O homem depende do solo e, até certo ponto bons solos dependem do homem e do uso que ele faz. Seu padrão de vida é muitas vezes determinado pela qualidade de seus solos e pelos tipos de espécies de plantas e animais que neles se desenvolvem.
Os solos, porém, significam para o homem mais do que um meio ambiente para o desenvolvimento de culturas. Apóiam os alicerces de casas e fábricas, são usados como leitos para estradas, exercem grande influência sobre a vida útil dessas estruturas, além de imperdíveis para a produção de alimentos.
As grandes civilizações, quase sempre, dispuseram de bons solos como uma de suas principais fontes naturais de produção. As antigas dinastias do Nilo só existiram graças à capacidade de produção de alimentos nos férteis solos do vale e aos seus sistemas associados de irrigação. Igualmente, os solos do vale do Tigre e do Eufrates, na Mesopotâmia, e dos rios Indus, Yangtse e Huang-ho, na Índia e na China, foram berços de civilizações florescentes. Submetidos a frequentes renovações na sua fertilidade por inundações naturais, esses solos asseguram abundante e contínuo suprimento de alimentos.
produção agrícola nas margens do rio Nilo
A destruição do solo ou exploração desordenada esteve associada à queda de algumas daquelas civilizações, cujos solos ajudaram a construí-las.
A história fornece lições que o homem moderno nem sempre aproveita. Um exemplo é o uso imprevidente dos recursos do solo nos Estados Unidos durante o primeiro século de intensiva produção agrícola do homem branco. Mesmo hoje, muitos não dão o devido apreço aos solos, em termos de exploração a longo prazo, o que é, em parte, consequência da ignorância generalizada dos problemas de solo, do que representavam para as gerações passadas e do que significam para as atuais e as futuras. A falta de preocupação com o solo é devida, principalmente, a conceitos e pontos de vista diversos em relação a este importante produto da natureza.
voçorocas ou ravinas/fonte:professoralexeinowatzki.webnode.com.br
Tipos de Solos.
Solo é a camada superficial da crosta terrestre, contendo matéria viva e suportando ou sendo capaz de suportar as plantas. Essa tênue camada é composta por partículas de rochas em diferentes estágios de desagregação, água, substâncias químicas em dissolução, ar, organismos vivos e matéria orgânica em distintas fases de decomposição. É desta camada que se sustentam e se nutrem as plantas, sendo uma das maiores fontes de energia que atua na terra, geração após geração de homem, plantas e animais.
De modo geral, o uso e a potencialidade agrícola dos solos estão estreitamente relacionaos às suas características físicas e químicas, como também ao clima e ao relevo de cada região.
Para se ter uma visão geral dos solos do Estado de Santa Catarina, serão comentadas a seguir as suas principais características.

Latossolo Bruno Húmico, LatossoloBruno, Latossolo Bruno Intermediário para Latossolo Roxo e LatossoloVermelho Escuro.- São solos profundos (em média 2 a 3 metros), porosos e bem drenados com estrutura predominantemente granular e situados em relevo suave ondulado e ondulado. Quando muito ricos em matéria orgânica são chamados de Húmicos. Normalmente, são de baixa fertilidade natural, necessitando de calagem e adubação para se obter boa produção agrícola. Entretanto, por se situarem em relevo que facilita a mecanização, são solos muito utilizados para o plantio de soja e do trigo, para a pastagem e para a cultura da maçã.Ocupam, aproximadamente 7% da área total do Estado.
- Terra Bruna Estruturada Húmica, Terra Bruna Estruturada, Terra Bruna Intermediária para Terra Roxa Estruturada 
- São solos profundos (1 a 2 m) e bem drenados, com estrutura normalmente em blocos subangulares e situados preferencialmente em relevo suave ondulado e ondulado, ocorrendo também em relevo forte ondulado, principalmente a Terra Roxa Estruturada. Na sua superfície podem ocorrer pedras de tamanhos variados.
Com exceção da Terra Roxa Estruturada que possui fertilidade alta ou média, as demais variedades são de baixa fertilidade natural, necessitando de adubação e calagem para obter produção agrícola satisfatória. São utilizados principalmente para o plantio da soja, do trigo, do milho e para pastagem e fruticultura. Ocupam,aproximadamente 13% da área total do Estado.
Calagem: técnica de jogar o cálcario no solo para corrigir a acidez/fonte; Minersul
Podzólico Vermelho-Amarelo.
-São solos profundos (1 a 2 m) e bem drenados, cuja característica principal é a marcante diferenciação entre a camada superficial mais arenosa ou menos argilosa e a camada subsuperficial mais argilosa, devido a migração da argila da camada superior. Situam-se em relevo ondulado e forte ondulado, necessitando de cuidados para evitar a erosão quando utilizados. normalmente, possuem fertilidade natural baixa e são utilizados, principalmente, para pastagem natural e para culturas de subsistência.
agricultura de subsistência
- PODZOL
- são solos profundos (1 a 3m) e arenosos, com acumulação de matéria orgânica ou de ferro na camada subsuperficial. Quando ocorrerem em ambiente encharcado sãodenominados de Podzol Hidromórfico. Estes solos não devem ser utilizados para a produção agrícola por serem muito arenosos, com muito baixa fertilidade natural nos Hidromórficosexiste o problema de excesso de água. Ocupam aproximadamente 1% da área total do Estado.
podzol
Cambissolo Bruno Húmico, Cambissolo Bruno, Cambissolo e Cambissolo Húmico.
- São solos com menor profundidade (0,5 a 1,5m), ainda em processo de desenvolvimento e com material origem na massa do solo. Quando possuem teor muito elevado de matéria orgânica são denominados Húmicos. Situam-se nos mais variados tipos de relevo, desde o suave ondulado até o montanhoso, podendo ou não apresentar pedras em sua superfície. Sua fertilidade natural é muito variável, baixa a alta. São utilizados principalmente para o plantío de milho, feijão, batatinha, arroz, banana, fumo, soja e trigo, para pastagem e reflorestamento. Ocupam,aproximadamente 52% da área total do Estado.
produção de grãos em SC/2011-fonte: Epagri
Glei Húmico e Glei Pouco Húmico.
- São solos com elevado teor de matéria orgânica, desenvolvidos num ambiente com excesso de umidade temporária ou permanente, fazendo com que possuam cores acinzentadas. Possuem média e alta fertilidade natural e ocorrrem em relevo praticamente plano, margeando os rios ou locais de depressão, sujeitos a inundações. A principal limitação para seu uso é a má drenagem. São utilizados para o plantío de arroz irrigado, hortalíças e cana-de-açúcar.Ocupam, aproximadamente, 1,5% da área total do Estado.
rizicultura-cultivo de arroz
- Solos Orgânicos.
- São solos de coloração preta ou cinza muito escura, resultante de depósitos vegetais em grau variável de decomposição, em ambiente com excesso de água. Para serem aproveitados necessitam de drenagem artificial e são utilizados para o plantíode cana-de-açúcar, hortalíças e arroz irrigado.
hortaliças
- Areias Quartzosas.
- São Solos profundos (1 a 3m), arenosos e exessivamente drenados. Sua utilização é limitada devido abaixa fertilidade natural e baixa capacidade de retenção de água. Ocupam, aproximadamente, 1,5% da área total do Estado.

- Solos Litólicos.
_ São solos rasos (0,15 a 0,40m), de fertilidade natural variável. O relevo bastante acidentado em que ocorrem, a pequena espessura que condiciona uma deficiência de água, e a presença de pedras na superfície, são fatores que limitam a sua utilização agrícola, principalmente, em relação à mecanização. São utilizados para o plantío do milho, feijão e para as demais culturas de subsistência.Ocupa, aproximadamente, 9,5% da área total do Estado.
produção de feijão
- Solos Indiscriminados de Mangue.
- São solos predominantemente alagados que se localizam nas partes baixas do litoral, nas proximidades da desembocadura dos rios, nas reentrâncias da costa e margem de lagoas, diretamente influenciados pelo movimento das marés. Devem ser mantidos como ambientes de preservação ecológica.
Foto: Mangues - Itapoá - SC/fonte: Radar Sul
CARACTERÍSTICAS GERAIS:
Aproximadamente 60% dos solos do Estado apresentam baixa fertilidade natural, necessitando de calagem e adubação para a produção agrícola satisfatória.
Os solos de fertilidade natural elevada ocupam uma área de 21% da superfície do Estado, mas grande parte deles se situam em relevo muito acidentado, não recomendando sua utilização para a agricultura.
Apesar do relevo ser um fator limitante para a utilização dos solos de boa parte do território catarinense, principalmente com culturas anuais, na maioria das vezes esta limitação não está sendo respeitada, ocasionando grandes perdas por erosão e reduzindo drasticamente o tempo de utilização do solo.
Fonte: Atlas Escolar do Governo de Santa Catarina/ Adaptado por Geoconceição.